Seminário Literaura Clássica em Alagoas
Enviado em 9 de Março de 2010
Publicado por Expressão Popular
Enviado em 9 de Março de 2010
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Enviado em 21 de Dezembro de 2009
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Enviado em 21 de Dezembro de 2009
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Enviado em 15 de Dezembro de 2009
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Jornal de Resenhas, pg 22 - Número 7 - dez 2009
Por Lelita Oliveira Benoit
ECONOMIA DOS CONFLITOS SOCIAIS de João Bernardo
Ao ler este livro somos encaminhados ao aprofundamento de teses que primeiramente se apresentaram nas obras de Marx, fulcro essencial da análise. Significados novos compõem um rearranjo de conceitos clássicos – sobretudo, o de mais-valia – e, sem os alterar, trazem-nos até o mundo atual, tendo sempre em vista as experiências do século XX, em particular a ação dos conselhos na Revolução dos Cravos, em Portugal.
A tese central de João Bernardo é que existem duas formas atuais de marxismo, aquele das forças produtivas (que reduz a significação e a importância da mais-valia na crítica ao capital, ao enfatizar excessivamente as funções positivas do funcionamento do capitalismo, como a da organização sindical), e um outro, o das relações de produção (que encontra na crítica da existência da mais-valia seu ponto central). A perspectiva do autor é posta claramente: são as relações sociais de produção que estão na raiz das forças produtivas capitalistas.
Para chegar à fonte dos conflitos sociais, João Bernardo sugere que comecemos pela análise crítica do processo de produção da mais-valia, ali mesmo onde se desenvolvem as formas de organização dos trabalhadores plasmadas na prática cotidiana (sobretudo os conselhos de fábrica como formas de controle e gestão da produção). Em síntese: abandonemos (para sempre?) as formas sindicais de luta de classes, sugeridas em O Capital, para retermos desta obra seu conceito mais essencial: o de mais-valia.
Enviado em 9 de Dezembro de 2009
Publicado por Expressão Popular
Enviado em 3 de Dezembro de 2009
Publicado por Expressão Popular
por Cecília Luedemann*
Lançamento de A Escola-Comuna, coletânea de textos organizada por Moisey M. Pistrak, durante o Ato Político dos 10 anos da Editora Expressão Popular no Cepis, surpreende educadores populares e especialistas da educação.
No campo da educação, a publicação desta obra inédita, traduzida do russo por Luiz Carlos de Freitas (Unicamp-SP) com a colaboração de Alexandra Marenich, é tão importante quanto a publicação de Poema Pedagógico, de Anton S. Makarenko, no Brasil, nos anos de 1980. Como um escrito visionário, utópico, na verdade A Escola-Comuna é o relato de uma experiência real. Quem lê as primeiras páginas não consegue mais parar, mergulha nas histórias dessa aventura pioneira. É amor à primeira vista. A escola que todo trabalhador socialista sonhou para si, seus filhos e toda a humanidade, com as cores reais da realidade concreta, suas dificuldades, desafios, dúvidas e realizações.
A Escola-Comuna é um clássico da pedagogia soviética que se manteve totalmente desconhecido no mundo inteiro. Esse impressionante relato das experiências dos primeiros anos da escola socialista foi enterrado junto com os educadores, entre eles Pistrak e Pinkevich, fuzilados pelo Estado estalinista em 1937. Nesse mesmo ano, a Comuna Dzerjinski, dirigida por Makarenko, foi fechada. Por que esses pedagogos, como Krupskaia, Lunatcharski, foram perseguidos e assassinados? No final das contas, percebeu-se a importância estratégica da educação na formação das novas gerações e na condução da revolução.
Se a educação soviética tomasse o rumo da Escola-Comuna, teria formado gerações de trabalhadores críticos, revolucionários, que teriam continuado o processo de luta geral do socialismo e não a tese estalinista do socialismo num só país. Essa tese levou ao sacrifício da primeira geração que participou da revolução de 1917 e criou a pedagogia socialista com os princípios da coletividade, da autodireção ou autogestão, do trabalho útil socialmente, do currículo organizado como estudo do complexo (natureza, trabalho e sociedade), do conhecimento científico e cultural amplo.
Com o assassinato de pedagogos como Pistrak, instaurou-se a pedagogia estalinista: a aula como centro, a didática da sala de aula, o tecnicismo, a formação especializada no lugar da politecnia. Era a educação para o desenvolvimento industrial da sociedade soviética.
O que havia de tão perigosa nessa experiência da Escola-Comuna para os líderes da contrarrevolução soviética? Tudo, desde a sua organização interna, seu currículo, seus objetivos, seus princípios educativos, suas relações com a sociedade, com a luta geral dos trabalhadores. Uma escola contra a ordem do capital. Uma escola autogestionária. Uma escola onde educadores e educandos são camaradas.
Nenhuma outra experiência da escola capitalista, mesmo a mais democrática, pode se aproximar de algo assim tão fantástico para a educação integral e libertadora da humanidade quanto a Escola-Comuna. Ao colocarmos as mãos nessa obra, temos a mesma sensação provocada pelos versos de Vladimir Maiakovski: “No túmulo dos livros, / Versos como ossos, / Se estas estrofes de aço / Acaso descobrirdes, / Vós a respeitareis, / Como quem vê destroços / De um arsenal antigo, / Mas terrível.”
A obra dos educadores dos anos de 1920, ao lado de Pistrak, foi trazida à vida por Luiz Carlos de Freitas, em seu estudo sobre fontes bibliográficas na Rússia, durante um semestre de 1996. Depois de 10 anos dedicados à tradução e ao estudo da pedagogia socialista dessa primeira fase da revolução soviética, Freitas também nos oferece os resultados de sua pesquisa com o texto de apresentação “A luta por uma pedagogia do meio: revisitando o conceito”. Somos transportados para o período da guerra civil, logo depois da decretação do fim da propriedade privada, do direito universal à educação. A obra mostra essa fase inicial da construção da Escola Única (1918-1923), cujo princípio fundamental é assegurar que a educação garantirá a extinção das classes sociais no plano da criação cultural, científica e política. É a educação da geração que dirigirá o Estado Socialista. Educação para comandar e ser comandado, em processo de direção coletiva e autogestão.
Freitas traz uma análise para compreender o papel do Estado sob comando da classe trabalhadora para a construção da nova escola socialista. Sob direção de Lunatcharsky e Krupskaya, o Comissariado Nacional da Educação da União Soviética reuniu pedagogos e especialistas comprometidos com a constituição da educação socialista e criaram 100 escolas experimentais, designadas como Escola-Comuna. Em cada uma dessas escolas deveriam ser criadas as condições para o desenvolvimento dos princípios da educação da nova geração socialista: a autogestão, o trabalho produtivo unindo a atividade intelectual e manual, a participação política, a plena realização da infância e da adolescência como realidade concreta e atual, participante da vida local e internacional.
“A Escola-Comuna”, com a apresentação da pesquisa de Freitas sobre a Pedagogia do Meio e as contribuições de Pinkevich e Shulgin, é a primeira publicação dos resultados dessa magnífica experiência. O livro está dividido em duas partes: “A escola do trabalho no período de transição”, escrito por Pistrak, e os relatos dos educadores sobre o trabalho com as disciplinas de Matemática, Ciências Naturais, História e Ciências Sociais, Ciências Econômicas, Literatura e Artes Plásticas. Os relatos descrevem a vida escolar, desde suas atividades científicas, culturais e políticas, até as atividades produtivas e de autogestão. Um refinamento extraordinário de aplicação das pesquisas no campo da pedagogia, experimentação e avaliação dos resultados.
No prefácio dessa edição em russo, N.K. Krupskaya explica essa primeira da série de publicações da Seção Científico-Pedagógica, biblioteca da revista Caminhos para a nova escola: “A coletânea publicada, que descreve a vida da primeira Escola-Comuna experimental do Comissariado Nacional da Educação, reflete o enorme trabalho feito. Ela narra como a escola cresceu internamente e desenvolveu-se – percorre todo o caminho de seu desenvolvimento, momentos críticos, crises de crescimento, dificuldades que teve que superar”.
Um livro para ser usado como referência contra os modismos pós-modernos que cresceram durante a crise educacional brasileira e ultrapassar a velha escola burguesa, neoliberal ou reformista, rumo à construção da Escola Única. Uma escola que já está dentro do coração de cada um de nós, trabalhadores que lutamos pelo fim da exploração capitalista e com a construção da sociedade socialista. Uma teoria presente nas experiências de formação pedagógica e política do Instituto Educacional “Josué de Castro” e pelas escolas itinerantes do MST. Um livro de referência para todos os educadores, educandos e trabalhadores comprometidos com a luta socialista.
*Jornalista, educadora e colaboradora da Editora Expressão Popular e do setor de educação do MST, autora de Anton Makarenko- a pedagogia na revolução (Coleção Vida e Obra - Editora Expressão Popular) e Carrapicho (Coleção Terra de Livros- Infanto Juvenil- Editora Expressão Popular)
Enviado em 26 de Novembro de 2009
Publicado por Expressão Popular
Seminário “A teoria marxista hoje e o capitalismo contemporâneo” comemora 10 anos da editora Expressão Popular
Na próxima terça-feira, dia 01/12, será realizado o Seminário “A teoria marxista hoje e o capitalismo contemporâneo”, em comemoração aos 10 anos da Editora Expressão Popular. O evento ocorrerá no auditório Manoel Vereza, no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), às 18:30h.
Estarão presentes no Seminário o professor de Economia da UFES, Reinaldo Carcanholo, e a economista e educadora popular, Roberta Traspadini. Ambos irão abordar as perspectivas da teoria marxista no contexto contemporâneo. Durante a atividade, também estarão à venda diversos exemplares da Expressão Popular, incluindo os lançamentos em homenagem aos 10 anos da editora: “O marxismo na batalha das idéias”, “Marxismo e alienação”, “A derrota da dialética” e “Introdução ao fascismo”, de Leandro Konder.
O evento está sendo organizado pela Consulta Popular, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST-ES) e Diretório Central dos Estudantes da UFES (DCE-UFES), com o apoio da Editora Expressão Popular.
A Expressão Popular foi criada em 1999, com o objetivo de divulgar uma literatura comprometida com a transformação social, com livros de boa qualidade e a preços acessíveis. No ES, a organização Consulta Popular é uma das representantes de vendas da editora. Os pedidos podem ser feitos pelo email: leonel.rj@gmail.com e pelo telefone 8116-6123.
Enviado em 24 de Novembro de 2009
Publicado por Expressão Popular
O pedagogo ucraniano Anton Makarenko criou e praticou a escola como uma experiência de coletividade.
POR CECÍLIA DA SILVEIRA LUEDEMANN Jornalista formada pela Escola de Educação e Artes (USP), educadora, mestre em História e Filosofia da Educação (PUC/SP), autora de Makarenko - Vida e obra (Expressão Popular, 2002), colabora com o setor de educação do MST - Sem paredes. Escola Municipal Desembargador Amorim, inspirada em Makarenko
(Carta Fundamental, out 2009, no. 12, pp. 52 a 55)
Qual é a atualidade do pensamento de Makarenko, um pedagogo nascido há 121 anos, nas terras distantes e geladas da Ucrânia? Diante da profunda crise vivida pela educação brasileira, Makarenko nos auxilia a demarcar claramente as diferenças entre a escola criada no solo do liberalismo (desde suas versões conservadoras, como Durkheim, ou progressistas, como Dewey), e a escola única, criada no solo da luta antiliberal e socialista.
Anton Semionovich Makarenko (1888-1939) foi professor e diretor de escolas públicas em um tempo de revoluções. Ele viveu a derrubada do império czarista e da dominação da Ucrânia e a Revolução Russa. Os educadores que, com Makarenko, viveram o período revolucionário, desde as primeiras décadas do século XX, enfrentaram euforicamente o desafio de criar uma escola única, para todos. Por mais progressista que fosse a iniciativa de construção de um sistema público de ensino na sociedade capitalista, a educação era sempre diferenciada: de um lado, a escola disciplinadora, profissionalizante, de currículo limitado para os filhos dos trabalhadores; de outro, a escola para a elite, com currículo desenvolvido para o trabalho intelectual e o comando.
Makarenko estudou as novas pedagogias, participou dos debates promovidos nos círculos culturais e científicos para a construção da escola única e criou sua obra pedagógica na teoria e prática. Sua fantástica experiência educacional está vivamente narrada em seu livro Poema Pedagógico, traduzido no Brasil por Tatiana Belinky. “Makarenko”, explica Tatiana, “se pronuncia com acento no ka e não no ren.” E acrescenta: “Ele não criou a sua pedagogia na revolução. Ele era a revolução”.
O que podemos entender das palavras de Tatiana? “Makarenko era a revolução” porque trazia para a escola a força da participação popular dos romances de Gorki, como A Mãe. Era a revolução porque construía o currículo culto, como nos livros de Tolstoi para as crianças camponesas, em Iasnaia Poliana, escola fundada por esse escritor. E, mais uma vez, Tatiana tem razão quando diz que Makarenko era a revolução, pois criou uma escola baseada no princípio de Lenin: a nova educação deveria criar uma sociedade sem diferenças sociais, uma sociedade de iguais, na qual todos seriam educados para comandar e ser comandados.
COLETIVIDADE COMO CENTRO
Suas descobertas são tão extraordinárias para o campo da sociologia da educação como são as de Vigotskipara a psicologia do desenvolvimento. Makarenko percebeu algo de fundamental. Não era a criança o objeto ?a pedagogia. Ele desmontou a lógica da educação liberal- abstrata, ideal e individualizante - e criou a lógica da escola única: a coletividade. Para ele, a pedagogia deveria estudar o processo pedagógico. No lugar da criança, coloca-se o processo de construção da escola como coletividade. Ali, na coletividade, nas relações sociais estabelecidas entre educandos, se daria a nova educação de todas as crianças.
A escola como coletividade é organizada para que os educandos assumam a direção de suas próprias vidas. Para que o comando esteja nas mãos dos educandos, é preciso destruir a antiga maquinaria escolar da educação liberal. A coletividade é educadora, com seus órgãos de autogestão: coletividades primárias de educandos, coletivo dos educadores, conselho de representantes e assembléia.
Sua principal experiência pedagógica, a “Colônia Gorki” (1920-1928), era formada por crianças e adolescentes órfãos, doentes, famintos, marginalizados, marcados pela exclusão. Uma realidade ainda muito presente na situação b_asileira do século XXI. Essa dificuldade de seguir em frente, de acreditar em si, de continuar descobrindo, criando, aprendendo, foi chamada, por Maria das Mercês Ferreira Sampaio, de “gosto amargo de escola”. Ela pesquisou, em seu trabalho de doutorado, como funciona, ainda hoje no Brasil, o mecanismo da perversidade na escola pública para a exclusão dos filhos de trabalhadores: a escola não é para todos, é para alguns.
A revolução educacional empreendida por pedagogos como Makarenko e Moisey Pistrak consistiu em levar à frente a criação da escola única, o “gosto doce de escola”. Um lugar de realização e existência plena da infância. Uma escola para todas as crianças e adolescentes, de diferentes culturas, faixas etárias, gêneros, etnias. Uma escola com um currículo amplo, culto, criativo, sem separar o trabalho manual do trabalho intelectual.
ESCOLA ITINERANTE DO MST
No Brasil, Makarenko inspirou várias experiências de educação popular nas escolas operárias e camponesas organizadas pelos movimentos sociais. Em São Paulo, um exemplo de educação progressista inspirado em Makarenko se deu no Ginásio Israelita Brasileiro Scholem Aleichem, com a direção de Eliza Kaufrnan Abramovich. Pelos olhos de Eliza, a escola deveria ser o lugar privilegiado de vivência da infância, nos fazendo pensar sobre a frase makarenkiana, grifada por ela no livro Poema Pedagógico: “Não temer a vida e admirar o valor de todas as coisas do mundo”. A escritora e pedagoga Fanny Abramovich, filha de Eliza, trabalhou por onze anos no Scholem Aleichem, criando ali o revolucionário Centro de Artes e Educação, conhecido como “Escolinha de Artes” ou “Escolinha da Fanny”, tomando Makarenko como referência. Esse “gosto doce de escola”, de inspiração makarenkiana, foi traduzido por Fanny para a cultura brasileira, com ajuda de Paulinho da Viola, desta maneira: “As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender”.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Desembargador Amorim Lima, no bairro do Butantã, em São Paulo, dirigida desde 1996 por Ana Elisa Siqueira, se mantém como uma das referências de inspiração makarenkiana, mas também fortemente marcada pela experiência portuguesa da Escola da Ponte, dirigida pelo educador José Pacheco. Com certeza, encontraremos em outros municípios experiências como esta, em que derrubar as paredes da sala de aula e abolir os provões pode ser o começo para a criação da escola como coletividade.
A criação mais próxima da pedagogia da escola como coletividade consiste, atualmente, na Escola Itinerante, já com doze anos de existência no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, legalizada em 1996. Como nos mostra Isabela Camini, em sua tese de doutoramento: “Ao visitar dezenas de escolas itinerantes em seis estados da Federação, as quais tiveram como referência a experiência em processo no Rio Grande do Sul, foi possível perceber que a comunidade Sem Terra nos acampamentos tem a escola itinerante como sua, orgulha-se dela e de sua pedagogia. É uma escola pública estadual, próxima de sua realidade, que, no dia a dia, não se desvincula da vida dos sujeitos que estão acampados, itinerantes. Embora em condições físicas às vezes precárias, ela não se fecha pelas cercas ou grades. Pelas suas características, essa é uma escola que rompe com a histórica visão de escola cercada de muros, escondida atrás das grades, distanciada da vida das crianças, adolescentes e comunidade que a cerca. Uma escola viva, alegre, séria e comprometida com a classe trabalhadora” .
Mas essa mesma Escola Itinerante, que ensinou o “gosto doce de escola” para milhares de crianças do campo, está ameaçada no Rio Grande do Sul, como podemos ler no Jornal Sem Terrinha (abril de 2009): “A governadora do estado fechou todas as escolas e quer que todas as crianças Sem Terrinha peguem ônibus para estudar em uma escola bem distante do acampamento ou do assentamento”. Os filhos dos trabalhadores devem experimentar apenas o gosto amargo de escola?
MAKARENKO E BIBLIOGRAFIA CITADA
LUEDEMANN, Cecília da Silveira. Anton Makarenko, Vida e Obra. Expressão Popular: SãoPaulo, 2002.
KUMARIN, V. Anton Makarenko: Su vida y labor pedagógica. Editora Progresso: Moscou, 1975.
CAPRILES, R. Makarenko: O nascimento da pedagogia socialista. Scipione: São Paulo, 1989.
WARDE, Mirian Jorge. Liberalismo e Educação. São Paulo: PUC, 1984 (Tese de Doutoramento).
SAMPAIO, Maria das Mercês Ferreira. Um Gosto Amargo de Escola: Relações entre currículo e fracasso escolar. EDUC: São Paulo, 1998 (Tese de doutoramento).
PISTRAK, M. Fundamentos da escola do trabalho. Expressão Popular: São Paulo, 2005. ABRAMOVICH, Fanny. Ziguezagues: Andanças de uma educadora e escritora. Atual: São Paulo, 1996.
PACHECO, José. Escola da Ponte: Formação e transformação da educação. Vozes: Petrópolis, 2008.
CAMINI, Isabela. Escola Itinerante. Expressão Popular: São Paulo (no prelo).



Enviado em 18 de Novembro de 2009
Publicado por Expressão Popular
Antes de mais nada, ao saudar a presença aqui de tantos bravos companheiros, devo observar que nós, como grupo que somos, ficamos reduzidos por nossos adversários à categoria dos insensatos, dos bizarros.
Estamos numa fase difícil, na qual os preconceitos se abatem sobre nós e nos condenam. Imagino, porém, que isso não vá durar muito. A atitude dos conservadores, voltando a ser mais franca, facilita a nossa percepção de que eles são pseudo intelectuais movidos por interesses e desejos particulares.
Recordo-me do político francês, George Clemanceau, que sustentava que a democracia dava às pulgas o poder de comer os leões. Ele, evidentemente, se contava entre os leões e manifestava frustração por não estar, ainda, sendo comido pelas pulgas. Na verdade são os leões que se matam uns aos outros nas arenas do capital bancário e industrial. Para evitar o aniquilamento, os leões da burguesia procuram “entortar” as realizações no plano da cultura.
A pressão da burguesia abrange a ciência, as artes, o entretenimento, a sensibilidade e a razão. Ultimamente se abriram brechas para nós relembrarmos que a sociedade continua a ser marcada por uma insuportável desigualdade e por movimentos de repulsa das classes dominantes ao espírito da Arte.
Não é preciso nem um saber especial para notarmos esses fenômenos dolorosos. Temos em comum aqui nesta mesa a adesão a organizações de esquerda. Sabemos que elas atraem, de fato, como observa a direita, grande número de “louquinhos”. Mas são os “louquinhos do bem”, generosos, inquietos e solidários. O “lado de lá” se empenha em convocar profissionais contratados, que aceitam sem discuti-los, os critérios de mercado.
Para encerrar minha fala, conto-lhes uma historinha do meu pai, Valério Konder. Um dia nós vínhamos caminhando pela rua Visconde de Pirajá, quando encontramos um conterrâneo de Santa Catarina, que era um homem muito rico e saudou meu pai efusivamente.
Disse ele então que sabia das idéias comunistas do dr Valério, mas não o acompanhava na sua opção política porque convicções cristãs estavam arraigadas no seu coração. Ao dizê-lo, batia com a mão no peito. Meu pai, maliciosamente, preveniu-o: “Você não está batendo no seu coração e sim na sua carteira”!
Enviado em 18 de Novembro de 2009
Publicado por Expressão Popular
Caros companheiros e companheiras,
Em nome de todo o coletivo da Editora quero agradecer a presença e contribuição quando de nossa atividade celebrativa dos 10 anos.
Antes tarde… já diz o provérbio. O que não podemos é esquecer! Afinal, completamos 10 anos! Somos resultado de muito trabalho voluntário e solidário.
Takao nos recorda, com Marighella, que a revolução brasileira terá nossa cor!
Irmã Pompea reafirma, com Madre Cristina, que se estamos em determinados locais, não deve ser por desvios ideológicos!
Alípio reafirma, celebrando a memória viva de Clóvis Moura, que o estudo da estrutura de classes é fundamental para quem deseja lutar pela revolução!
Leandro Konder, em sua cadeira de balanço, reafirma a importância da “batalha das ideias”! Que os mais de 300 autores publicados, que os mais de 100 colaboradores e mais de duas centenas de militantes que possibilitam o acesso aos nossos livros em todo o Brasil, são, efetivamente, os que realizam a “batalha das ideias” e fazem avançar a luta de classes!
Giza Moura, em sua alegre e “silenciosa” presença, confirma o maior valor dos revolucionários: indignar-se contra o esquecimento e recordar os que antes lutaram é sentir-se parte dos “rebeldes” que forjam, desde o tempo em que viveram, a possibilidade da transformação social!
Ranulfo, com sua sabedoria popular, reafirma a importância do ato de ler. Quem não estuda lendo, está ferrado!
Soraya Moura, confirma que imprevistos podem acontecer!
Fábio, Ana e Márcia celebraram a alegria ao som do violão e da voz!
Celeste, Patrícia a equipe da Editora, distribuindo as tarefas, possibilitaram o desenvolvimento da Atividade e brindaram a alegria das conquistas dos nossos 10 anos.
À militância que lá esteve, o motivo principal de nossa existência!
Nas palavras do poeta… é tempo de celebrar!
À todos, um caloroso e fraterno abraço.
Carlos Bellé
Editora Expressão Popular.